domingo, 23 de agosto de 2009

Gestar II(atividades do AA 3)

Disciplina: Português


Professora: Lenita


Ensino Fundamental: 6º série


Tema: Gêneros Textuais


Temática: Leitura e interpretação de texto


Objetivo: Ler, interpretar e identificar o gênero textual, levando em consideração o conhecimento prévio do aluno


Metodologia: Discussão sobre o tema
Leitura individual e coletiva
Análise do texto em grupo
Debate sobre os textos lidos
Ponto de vista de cada equipe


Recursos: Textos mimeografados
Dicionários
Cadernos
Livro do Gestar II(versão aluno)


Avaliação: A avaliação foi feita através da leitura, análise e desempenho dos grupos durante o debate.



Análise

Dependendo do tipo de texto , as aulas de leitura podem ser bem prazerosas, todos participam e querem dar sua opinião. O que achei mais interessante foi que os alunos não acharam a aula cansativa, pois os textos eram pequenos e abordavam coisas do cotidiano, (diferente da maioria dos livros didáticos, que trazem textos enormes,que quando o aluno tem terminado a leitura já tem esquecido o começo do texto). Dos dois textos, os que eles mais gostaram foi o texto 2, acho que por ser um assunto que todos têm interesse em saber sempre mais e que nos últimos anos muitos meios de comunicação tem abordado com mais freqüência e as autoridades competentes têm dado uma atenção maior aos casos.Também achei interessante a forma como os alunos discutiram o assunto,sempre destacando que eles serão o futuro do nosso país e por isso devem ter total proteção da família e da sociedade.
Algumas vezes durante as aulas de leitura, alguns alunos ficavam meios desligados,não dando muita importância,só que desta vez me surpreendi,apesar de a turma ser numerosa ,todos participaram,até aqueles que são mais tímidos entraram na discussão. O que dificulta as aulas de leitura e produção de texto é que ainda temos alunos que não dominam a leitura e a escrita ,nesta atividade por exemplo pude perceber que muitos alunos escrevem nomes próprios com letras minúsculas,esquecem de deixar parágrafos,etc. Apesar de alguns não dominarem a leitura, todos compreenderam a diferença entre os gêneros e a mensagem que foi transmitida.




Gestar II- Aula nº:1

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Memorial

MEMORIAL


Nascida no município de São Vicente Férrer-PE,da minha infância,sempre me lembro da preocupação que minha mãe tinha com a educação de nossa família.Sua preocupação maior era com nossos estudos(seis filhos).Sempre cresci ouvindo minha mãe lamentar o fato de não saber ler, nem escrever e temia que o mesmo acontecesse conosco.

Quando completei idade escolar (1972) fui matriculada em uma escola municipal, a escola ficava distante da minha casa, pois eu morava na zona rural, apesar de ser tão pequena, não faltava as aulas.

Na escola não tinha livro didático (cartilha) e todo processo de coordenação motora era feito no quadro de giz e no caderno do aluno, mas a professora era muito dinâmica e a cada aula ela trazia uma novidade e foi assim que ela conseguiu alfabetizar a todos os seus alunos. Muitas vezes imaginava como é que ela encontrava tempo para copiar todas as atividades em cada caderno, pois o meu estava repleto de exercícios, desenhos, etc.

Lembro-me da alegria que minha teve mãe quando comecei a formar e ler as primeiras palavras. Sempre fui uma aluna dedicada aos estudos.

Com muito sacrifício foi formada uma biblioteca na escola (pequena) e foi aí que tive acesso a livros, a maioria eram principalmente de histórias infantis, ficava deslumbrada com as ilustrações que havia nos livros, com a perfeição que as gravuras eram feitas, e ali eu viajava na imaginação e me deliciava com os prazeres da leitura. Um dos autores que me fascinava e fascina até hoje é Monteiro Lobato, talvez por retratar a vida do campo em alguns de seus livros.

Quando terminei o Jardim da Infância (como se chamava na época) fui matriculada em uma escola estadual, a mesma era tão pequena que não comportava todo alunado no período diurno, então tive que estudar à noite e foi aí que as dificuldades aumentaram, eu era muito pequena para ir sozinha ao colégio, pois teria que passar por um canavial imenso,por caminhos estreitos e escuros(tinha muito medo).

E mais uma vez minha mãe não deixou que eu perdesse o ano letivo, passou a me trazer todas as noites e me esperava até o término das aulas, mesmo cansada do trabalho exaustivo que exercia durante o dia não media esforços para que eu pudesse estudar..

Passados dois anos, surgiu em nosso município um projeto escolar (MOBRAL) para alfabetizar adultos, fiquei muito feliz, pois minha mãe também poderia estudar, foi só unir o útil ao agradável,ao mesmo tempo que me esperava, estava estudando.

Como eu já tinha certo conhecimento, passei a dar aulas em casa para ela e foi neste momento que comecei a me interessar pelo magistério.

Durante o curso ginasial a preocupação maior era com a gramática e o texto ficava um pouco de lado, como se ele fosse apenas uma das formas de observar a nossa escrita e as pausas que deveríamos fazer durante a leitura ,não havia um estudo aprofundado sobre o texto e a que gênero pertencia, simplesmente teria que lê-lo e responder algumas questões sobre o mesmo,deixávamos a leitura e voltávamos a gramática.

Terminado o curso Ginasial (1980) fui estudar na cidade de Macaparana,pois era a cidade mais próxima a ter o curso que gostaria de fazer,era mais um desafio que teria de vencer,só que desta vez eu já era mais independente,de certa forma já sabia me defender, também já tinha um ciclo de amizades muito bom e que para mim era um porto seguro nos momentos difíceis,onde dividíamos as alegrias e as tristezas.

Naquela época (1980) as coisas ainda eram difíceis, apesar de a escola ser gratuita, não tínhamos a ajuda que os alunos de hoje em dia recebem, com transporte, alimentação, material escolar, etc. Nós tínhamos que arcar com todas as despesas, principalmente com o transporte e que muitas vezes eu e minhas amigas saíamos de casa de madrugada,pois íamos a pé para escola.Apesar das dificuldades foi um tempo maravilhoso,cheio de aventuras e experiências que só acrescentaram para o meu conhecimento de mundo. Logo que terminei o curso de Magistério, comecei a trabalhar em uma escola mínima na zona rural no meu município de origem.

Foi muito bom, pois adquiri muita experiência, apesar da turma ser trabalhosa, tenho certeza que fiz um bom trabalho, que colhi bons frutos e que a cada dia me apaixonava ainda mais pela minha profissão.

No ano de 1984 prestei vestibular para o curso de letras na FFPNM (Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata), fui aprovada e fiquei muito feliz, pois era o curso que desejava. Durante o curso tive professores maravilhosos, sinto uma profunda admiração pelo Prof. Sebastião e pela Prof.ª Tânia, com os quais aprendi muito.

Quando terminei o curso de letras no ano de 1989 já estava de casamento marcado e pela distância onde iria morar, tive que deixar a sala de aula, pois não daria para conciliar a vida profissional e a vida familiar, o que me entristeceu bastante. Fiquei afastada da sala de aula durante dez anos, mudei de profissão e passei a ser comerciante, gostava da nova profissão, no entanto, não me realizava profissionalmente.

Em 2000 me inscrevi para um contrato temporário na rede estadual e recomecei minhas atividades escolares, por estar afastada por tanto tempo da sala de aula, tive que me readaptar as novas mudanças do ensino e graças a Deus consegui superar os obstáculos. Mesmo me sentindo segura, a vontade de voltar a estudar era constante, sentia a necessidade de aprimorar meus conhecimentos e melhorar a minha prática. Em 2007 conclui o Curso de Pós-Graduação em Linguística Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa pela UPE.

Apesar de sempre estar diante de vários tipos de textos , desconhecia sua importância e funcionalidade, foi no curso de especialização que realmente aprendi que os gêneros textuais são instrumentos estanques e fortalecedores da ação criativa e que eles situam se e interligam-se funcionalmente nas culturas em que se desenvolvem.

Trabalhando a produção textual a partir do enfoque de gêneros, tenho percebido que essa abordagem não só se amplia,diversifica e enriquece a capacidade dos alunos produzirem textos orais e escritos, mas também aprimora sua capacidade de recepção, compreensão e interpretação.

Atualmente sou professora Concursada pelo município de Oróbo, ensino de 5 ª a 8 ª séries, na Escola Antônio Aprígio Travassos Sarinho e hoje me sinto realizada com o que faço.